A minha cabeça inundou-se de sentenças disformes que me engoliam e afogavam a alma, Agora, com tudo o que elas representam, enxugo as lágrimas e penso no que fazer com elas. Voltar do buraco negro e erguer-me ou ficar nele camuflada da sensação de desistência e derrota, duma batalha que nem chegou a ter inicio. Ofereceram-me um chão com irregularidades e pediram-me para caminhar em pino sobre ele. E neste momento é assim que tudo aquilo que eu sou se encontra: de pernas para o ar. Sem certezas, sem pontos de abrigo. Quis voar sozinha, e não sei se as minhas asas são suficientemente fortes para aguentar a turbulência. Se consigo voar por cima dos olhares curiosos e atentos que vergam a cada movimento para detectar a mais diminuta lacuna. Quero ter uma audácia que receio ter fugido. E para sempre.
Já não tenho força. Já não tenho força para tanta gente imbecil.
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