domingo, 30 de junho de 2013

Há quase um ano que já não escrevia aqui. Abri a página por mero acaso e reli o meu último post. Tanta coisa mudou desde a última vez que escrevi aquelas palavras. Tantas coisas que eu dava por certas desapareceram. Isso só demonstra que na vida, nunca temos controle sobre nada e que aconteça o que acontecer, temos de ser fortes mas sobretudo mestres na arte de aceitar o que nos acontece. Aprendi e passei por coisas este ano que nunca pensei serem capazes de acontecer, mas acho que só isso me vai ensinar a lidar com tudo o que vai aparecer. Ou talvez não. Talvez estejamos destinados a repetir over and over as mesmas coisas, porque queremos viver e se calhar, errar faz parte disso, e voltar a errar, também.
Mais cautela. Perceber quais são as pessoas a quem podemos dar o nosso coração. Nem todas o querem, e principalmente, nem todas sabem como cuidar dele. Porque na verdade, tudo dura. Tudo o que passa na nossa vida e vai embora, dura ainda assim. Por vezes, as amizades não são eternas, mas os sentimentos são. O que senti naquela altura, o que construí, o que vivi, mora em mim. E não vai embora, por muita mágoa que haja. É por isso, que as pessoas para mim são eternas. E não me consigo desligar delas. Elas conseguem desligar-se de mim. Mas eu não. Senão, não teria sido verdadeiro naquela época. E foi. Foi tudo verdadeiro. Cada palavra. Cada sempre que utilizei para definir tudo. Continua a ter o mesmo significado, apenas já não existe.
Abraçar memórias e sorrir. E aceitar. É o mais importante: aceitar que as coisas acontecem. E tentar pensar que tudo acontece por um motivo.

Até daqui a um ano talvez. Aposto que aí mais coisas terão mudado, porque afinal, estes são os melhores anos da minha vida.

domingo, 30 de setembro de 2012

Ainda não tive paciência para me sentar e fazer um balanço do verão. Acho que não quero. Foi intenso. Vivi muita coisa à flor da pele. Tanto boa, quanto má. Na Ericeira os dias acabavam tarde e começavam cedo. As conversas com o Pedro eram longas, bem como as gargalhadas que dávamos entre os mergulhos na piscina às 03:00 da manhã. A Bárbara metia os ovos numa tigela antes de fritá-los. A Joyce queria dormir enquanto eu lhe mostrava todas as fotos do meu telemóvel e lhe apresentava todos os meus amigos. O Tiago meteu-se no armário, literalmente. Eu e o Pedro fizemos os melhores ovos mexidos de que há memória às tantas da madrugada. Eles inventavam jogos enquanto eu não tinha perícia nenhuma para os mesmos. Preferia ficar na areia a falar com a Marta, mergulhada na ilusão, a rebolar na areia. Foram as melhores férias de que há memória. Foi ao mesmo tempo, o pior. Foi tudo... e espera-se mais. Para o ano. Com as mesmas pessoas, com outras melhores, com mais mudanças. Porque somos adolescentes. Até para o ano. 






domingo, 9 de setembro de 2012

Não vou fechar-me, vou guardar-me. Preciso de precisar de mim novamente.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012



São os meus irmãos. E não precisei de lhes pedir nada, eles provaram-me.

Espiei-te nas entrelinhas do tempo. Trazias-me sabor a passado embrulhado em tons de quietude. A expectativa atropelava a ansiedade, e vise versa. Estavam de mãos dadas, ao mesmo tempo que se odiavam. Deitei tudo por terra, mandei as palavras ao ar, as emoções à merda. Deixei uma fenda aberta para elas entrarem, e mais uma vez haviam-me traído. A racionalidade nem sempre vence. Desta vez foi derrubada ao fim de alguns anos fixa. Neste momento está em alerta e não pretende abandonar o posto. Ela é prudente e cuida de mim, abraça-me na certeza da incerteza e dá-me a firmeza de que preciso para construir muralhas na minha vida. Dizem que a construção de muralhas impede a tristeza de entrar, mas também a alegria. Consigo lidar bem melhor com a ausência da alegria do que com a assiduidade da tristeza. Talvez seja só de mim. Talvez tenha uma sensibilidade lúgubre. Talvez. Mas é talvez tudo isso que me constrói e que me difere de certos humanos. Ainda bem. Sou apenas mais uma pessoa sem ostensão, não quero elevar-me para que a minha presença seja notada, apenas que a minha falta seja sentida. 

sábado, 4 de agosto de 2012

Não me recordo minimamente do que é beijar alguém a sério. Não é o simples acto de beijar, mas sim beijar e querer, ficar com aquele momento guardado na mão para o resto da vida. Não, não é nostalgia, e muito menos da pessoa que se encontra na foto. Acho que tenho saudades é de ser irracional. Nesta altura não pensava e só sentia. Era tão ridícula e ao mesmo tempo feliz na ilusão do tempo. O tempo não existia. Escrevo isto porque recordei-me de certas situações com o relato de uma amiga de 15 anos. Quanto tempo já passou desde essa altura.. É incrível como a alma cresce conforme vamos vivendo. Com 15 anos tudo era drama e era bom. O drama era bom, fazia-me perceber que aquilo era real. Chega a uma altura em que a paciência para o drama esgota-se. E já não tenho paciência para sofrer ou para depositar esperanças em pessoas ou querer apaixonar-me e ter discussões parvas porque preciso de me sentir viva, e isto tudo é bom com 15 anos. Com o passar do tempo deixa de ser. Não gosto de pessoas e não consigo apaixonar-me por pessoas ao ponto de viver um amor de 15 anos com elas. No dia em que aparecer um, tiro-lhe o chapéu. 








queria que continuasses a ser a minha janela de conversação que o passado prendeu. queria que continuasses a ser a minha pessoa preferida no mundo. queria que voltasses, mas já não voltas...