Abraças-me com a tua atenção apenas quando te é mais aprazível. Que critérios de justiça utilizas tu nessa demência?
Irrisória a situação momentânea na qual agora me encontro. Quando o estro me vocifera a alma, tu apareces. E apareces com tudo isso cheio de nada que só tu consegues verter sobre os meus devaneios. Este tempo silencioso que habita dentro de mim é uma quimera que insiste em ficar, e não me perguntes quantas vezes já a tentei expulsar, porque dir-te-ia que atonitamente já perdi a conta.
Interpelo-me vezes e vezes se saberás ou não que tens presença assídua nos meus sonhos; pensamentos; utopias. E acho que não. Ou melhor, tenho a certeza que não. Se soubesses já terias fugido há muito. Com uma celeridade tal que nunca mais te conseguiria agarrar, e nunca mais conseguiria prender-te ao meu olhar. E o meu olhar gosta mais de ti do que eu mesma. E as minhas palavras adoram envolver-te e dar-te equilíbrio em todas essas caminhadas que pretendes fazer na estrada da vida. Ainda que não saibas que elas voam para ti e por ti.
Talvez um dia te diga cara-a-cara tudo o que não percebes (ou não queres perceber, repito-me) no silêncio de um olhar. Ainda para mais no silêncio do meu olhar. Subscrevo em itálico porque o meu olhar é o menos turvo e o mais transparente possível: só não vê, quem não quer ver.
Irrisória a situação momentânea na qual agora me encontro. Quando o estro me vocifera a alma, tu apareces. E apareces com tudo isso cheio de nada que só tu consegues verter sobre os meus devaneios. Este tempo silencioso que habita dentro de mim é uma quimera que insiste em ficar, e não me perguntes quantas vezes já a tentei expulsar, porque dir-te-ia que atonitamente já perdi a conta.
Interpelo-me vezes e vezes se saberás ou não que tens presença assídua nos meus sonhos; pensamentos; utopias. E acho que não. Ou melhor, tenho a certeza que não. Se soubesses já terias fugido há muito. Com uma celeridade tal que nunca mais te conseguiria agarrar, e nunca mais conseguiria prender-te ao meu olhar. E o meu olhar gosta mais de ti do que eu mesma. E as minhas palavras adoram envolver-te e dar-te equilíbrio em todas essas caminhadas que pretendes fazer na estrada da vida. Ainda que não saibas que elas voam para ti e por ti.
Talvez um dia te diga cara-a-cara tudo o que não percebes (ou não queres perceber, repito-me) no silêncio de um olhar. Ainda para mais no silêncio do meu olhar. Subscrevo em itálico porque o meu olhar é o menos turvo e o mais transparente possível: só não vê, quem não quer ver.
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