Eu continuo a mesma pessoa.
Continuo a acreditar que a vida tem um final feliz, continuo a acreditar que há pessoas insubstituivéis, que a ginástica é o meu refúgio, que as pessoas podiam comer melhor e mais saudávelmente, que as pessoas que se embebedam só para socializar são ridiculas, que as pessoas que gostam dir a discotecas são uns ridiculos porque é só uma desculpa para encontrar pessoas fáceis e noites fáceis, que há um amor eterno para o resto das nossas vidas, que o respeito é a base de uma relação, que quem ama não trai, não esquece, não sorri sem a outra pessoa; que os amigos são a base da nossa vida, que a música que oiço me faz divagar através de mundos desconhecidos, que os livros que leio me ajudam a crescer, que as palavras que escrevo não interessam a ninguém, que a nossa casa é o nosso ninho que temos de proteger e cuidar, que a frontalidade é das maiores virtudes que se pode ter, que as pessoas só querem saber da vida dos outros para ter um tema de conversa e isso não está certo, que que que...
Continuo a não gostar de açucar nos morangos e a preferir a torrada sem manteiga.
Continuo a preferir o vitaminas ao McDonalds.
Continuo a preferir o amor ao sexo.
Continuo a ter mau humor ao acordar.
Continuo a preferir água aos refrigerantes.
Continuo a olhar para o interior de uma alma.
Porém, já me embebedei, como bolachas a toda a hora e já fui menos desleixada com o meu aspecto.
O resto, mantêm-se .
Continuo a mesma Márcia, com as mesmas crênças, os mesmos sonhos, as mesmas qualidades e defeitos, apenas procurei novas formas de abraçar a vida, divirto-me mais com coisas simples e choro menos. Porém, ainda choro.
A minha essência está em mim, e quem conhece a minha essência conhece-me.
Este post é essencialmente dirigido às pessoas que desiludi, não àqueles que me julgaram sem nunca me conhecerem.
1 comentário:
As palavras que escreves interessam-me.
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