quinta-feira, 2 de junho de 2011


Na precisão do meu vocábulo digo: sinto falta. Ainda que estejas sempre presente através das palavras, é em questões gímnicas que a tua ausência se torna mais evidente sobre mim. O passado não volta, é certo. Está numa cavidade profunda e inalcançável. Alongo o braço na tentativa de tactear algo que me remeta para ti, mas estás longe. Longe, tão longe. Longe o suficiente para sentir os ignóbeis a abraçar um resto corpóreo; disperso de mim. Sou a detentora de uma audácia que me faz dizer “Está errado!” quando todos consentem erróneos. E serei detentora de todos os rótulos que me quiserem dar por defender as pessoas em quem acredito e as suas teorias.
Porque as pessoas podem chegar até nós através da mente, mas poucas são as que nos tocam no coração...

Fazes-me falta Paulo Carmo, uma falta indecifrável..

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