terça-feira, 19 de abril de 2011

Estive uma semana a reflectir sobre o que era, o que foi ou o que poderia ser. E nada. Não era nada, nunca foi nada e nunca poderá ser nada.
Desisti e deixei-te ir embora. Deixei-te fugir porque eram apenas os meus pensamentos que te detinham. E ninguém merece ficar alojado numa utopia distanciada da realidade.  
Pungente foi isto entrar na minha cabeça. Ter de te abrir a porta da minha vida e convidar-te a sair quando nunca chegaste a entrar nela; quando nem sequer sabes que entraste nela. Ou se sabes, não queres saber. Ou se sabes finges que não sabes, porque é muito mais fácil; mais básico, menos dolente.  
Fica a tua sombra a pairar sobre a minha essência. Apenas um espectro de ti e de tudo aquilo que foste/és em mim.  
Incrimino a vida por isto; as circunstâncias da mesma. Por te ter levado para um sítio onde eu não posso ir e tão pouco posso chegar.

"O meu coração já se habituou à tua falta de assiduidade.
Eu obriguei-o a estrangular-te para que não possas dar-lhe motivos para respirar. O teu respirar é para mim esperança. E a esperança não pode existir quando as situações são impossíveis (...) 

Márcia Santana, 2 de Abril de 2011."

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