2:26 marca o relógio. O sono é tanto, o cansaço é imenso, mas nem isso me quita a necessidade que tenho de expressar o que foi para mim este dia. Foi um dos dias mais melancólicos de todo o sempre em 19 anos que existo. Mas estou feliz por estar aqui para testemunhar as surpresas que a vida nos oferece, e que nem sempre têm de ser negativas.
Quando voltei para a ginástica em 2008, voltei apenas na esperança de perseguir uma paixão antiga que se tinha perdido com os anos de menina. Porém, encontrei. E tudo isto me ofereceu mais do que alguma vez poderia esperar: almas. Não pessoas. Porque pessoas para mim não têm significado absolutamente nenhum. As almas sim. As almas são cofres fechados a sete chaves, e o giro disso é que temos de encontrá-las a todas. E é disso que se faz as relações humanas.
Encontrei muitas almas, muitas que agora não passam de espectros. Contudo, hoje fiquei a saber que a Patrícia é uma das almas mais bonitas que já conheci, o Miranda vai ser sempre um amigo eterno, e que, não importando minimamente a nota final, aquelas miúdas viveram o praticável intensamente.
Mas ainda assim, corrói-me saber que quando estamos perto da realidade, ou minimamente conformados com ela..e talvez até sei lá, passemos a gostar, isso foge-me a 7 pés e fico sem chão. Fico perplexa e desamparada, á espera que coisas novas e diferentes cheguem até mim. Coisas essas que talvez nem goste tanto, mas que como rumo natural da vida..temos de deixar seguir.
Estou triste. Esta merda entristece-me verdadeiramente.
Ainda assim só tenho a agradecer, pois todas as pessoas que cruzam o nosso caminho, nos transmitem irremediavelmente alguma coisa. E vocês como pessoas, são exemplos.
Patrícia, Miranda, Patrícia.
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