Tenho teorias absolutamente espectaculares (ou não) para desenvolver. Perguntas para fazer. Respostas para encontrar. Estou tão cansadas dos clichês. Quem não está? Já não há paciencia para nada. Eu pelo menos não a tenho. E considero isto algo grave, uma vez que só tenho 19 anos e já me falta a paciência. Então não quero imaginar quando tiver 50. Este vai ser o meu post de lamúrias. O caixote do lixo. Vou despejar tudo hoje.
Estou cansada deste país pois que estou: crise crise e mais crise. E ainda que este fosse o problema de Portugal estariamos nós um bocado descansados. Mas não. Vai daí e ainda temos de levar com este povinho do fado, do chourição e do pão alentejano em cima da mesa. Não há pachorra para estas mentes de cáca. Eu tenho cerca de 5 mentes destas na minha turma. E o pior é que as criaturas rondam os 15 anos e são contra o aborto e acham que só está na crise quem quer..e acreditam piamente que quando forem velhinhos de rugas e peles caídas vão ter reformas. Mas também eles acreditam em Deus todo o poderoso..talvez seja isso. E são de extrema direita. E são tão fofinhos..que acham que o homem está acima de qualquer coisa: veneram as touradas e acham que os animais estão bem é no prato regados de ketchup e batatas fritas a acompanhar. Um nojo ter de lidar com estas crianças dia sim dia não. E ter de lidar com eles pró ano? Todos os dias. Figas...figas para que vão pró raio que os parta. Que vão para os colégios finórios que os papás têem dinheiro para pagar e não chateiem as pessoas com as suas teorias e intervenções ridiculas nas aulas.
Conviver comigo não é fácil também. E eu percebo esta gente. É que da mesma forma que eu não os posso ver à frente eles certamente também não me podem ver a mim. Porque conhecendo-me (ou não) como conhecem podem sequer imaginar o que eu faço perantes estas criaturas: rio, pois que rio. E muito. E eles não devem ter lá muita paciencia (lá está..a questão da paciencia) para aturar uma «badameca-qualquer-que-pensa-que-pode-gozar-com-as-nossas-magnificas-teorias». Olhem filhos, gozem comigo também. Eu sei que pareço perfeita mas também tenho defeitos: nas apresentações orais engasgo-me toda (podem pegar por aí), li o livro do frei luís de sousa duma ponta à outra ponta e gostei muito. Ainda assim, quando fui receber o teste, toda eu era confiança, eis que o Stor com a maior cara de tartaruga me diz «Tens de ler o livro» e eu cá a pensar pra com os meus botões «Ai é? Então mas querem ver que o que eu tive a fazer naqueles dias em que o stor mandou ler o livro foi meramente, passar os olhitos por ali porque simplesmente olhe não sei: apeteceu-me ver letras. Não tinha mais nada de interessante que fazer e então toca de ver o bonito livro que é o frei luís de sousa» e pronto. Tive uma nota não agradável. Também podem pegar por aí, do género: "Bem feita minha grandessissima besta, sempre a rir-te do mal dos outros agora o mal voltou pra ti". Ahhh outra coisa que muita gente também pega: a minha indumentária. Era vê-los: "Ai olha-me só praquilo! Parece que veio do funeral do hamster..toda de preto. Que horror!" parece que tou a imaginar os bichananços. Era engraçado, de facto.
Vou-me ficar por aqui, porque se fosse a falar das minhas relações com pessoas era ver-me sentada insessantemente 1 semana ao computador e não havia caractéres que aguentassem tanta bodega.
Sendo assim, por aqui me fico.
2 comentários:
primeiro. o fado e o chouriço não têm nada a ver com isto. são as mentes que são uma merda... e de pequenino é que se torce o pepino.
olha nem sei o que te diga mais em relação a estes assuntos... é deixar passar. porque retrógradas à muitos e hão-de aprender à maneira deles, mais tarde ou mais cedo.
Foi uma espécie de hipérbole, apenas para dar o ''quê'' ao texto. Aqui o que eu quis expressão com o fado e o chouriço é a questão destas pessoas não largarem os velhos costumes ou seja: ficarem fechados dentro de si mesmos.
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