Chega uma certa altura em que devo confessar que acho que me torno demasiado repetitiva mas não faz mal, porque isto são viagens da minha mente. Em tempos sim, em tempos confesso que escrevia para os outros, escrevia porque sabia que me liam, escrevia de mim para eles. Agora escrevo de mim para mim penso em mim e em mim, sou só eu e a minha cabeça e a música e as letras soltas e as frases insanas. Na verdade, chamem-me egoista mas estou cansada de pensar nos outros: de pensar naquilo que os outros possam pensar, naquilo que eles possam interpretar através das minhas palavras. E já não penso mais. Talvez seja por isso que cada vez mais acho que perdi tanta gente na minha vida. Mas afinal não..se fizermos uma retrospectiva intensa: nunca se perdeu aquilo que nunca se teve. O meu problema era pensar que tinha essas pessoas, que elas pretenciam à minha alma e que eu tinha deixado um bocado de mim nelas. isso acontecia-me a mim..toda eu me perdia nessas almas alheias, a minha alma mergulhava na delas e ficava do outro lado. Já não voltava. E é isso, é isso basicamente. Lógica simples: só perdemos aqueles que achavamos que tinhamos, mas na verdade nunca tivemos. Era tudo espelhos da nossa mente. Daquilo que queremos e por vezes o querer cega-nos. So...that's it.
1 comentário:
Que raio de amigo é aquele que não aceita uma palavra mais dura? Isso não é um amigo, mas sim um conhecido. Um amigo é para todas as alturas, as boas e as más. É para dar e receber. É para falar e saber ouvir. Se não sabe ser criticado sem ir embora, então não é verdadeiro.
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