domingo, 28 de novembro de 2010

desafio - 30 dias de informações.

Dia 1. Descrição de ti própria

Devia estar a estudar mas não estou. Sou assim, imprevisível. Não só penso, como tenho a certeza de que sou uma pessoa igual a tantas outras. Tenho os meus defeitos e cometo os meus erros, mas não só fácil. Sou complexa, tenho a alma trancada a 7 chaves, e são muito mais as coisas que não gosto do que aquelas que me agradam. Ainda assim, tenho presentes na minha vida pessoas que gostam do meu eu tal como ele é.
A ironia faz parte de mim. Uso-a em 90% daquilo que faço e digo. Ainda assim, sei quando não a devo usar. Gosto muito de falar. Falar a sério principalmente. Assim como gosto de aparvalhar, quando é caso para isso.
Como qualquer pessoa, eu nutro pensamentos por outras pessoas, falo sobre elas. Apenas não falo nada que elas não saibam, quer seja muito bom, ou muito mau. Não sou aquilo que me pintam, porque sou eu que desenho a minha própria tela, escrevo o meu próprio guião, canto a minha própria canção.
Sou muito forte, mas parecendo que não sou também muito frágil, e a capacidade de não deixar que ninguém viva a minha vida por mim também já se afastou e só voltou recentemente. Tenho desilusões, porque amo. E amo porque entrego a minha alma a quem eu acho que a merece, mas nem sempre acerto. Muitas vezes erro e consequentemente, muitas vezes me desiludo. Aprendi que nada acontece na nossa vida por acaso e que, se aconteceu é porque está algo melhor guardado para nós, apenas nunca aparece quando mais queremos e muito menos quando mais precisamos.
Tenho muito mau feitio, no que remete para acordar cedo. Não gosto quando as pessoas não percebem que não estou a achar graça e pensem que só não me estou a rir pra ser diferente mas que lhes acho muita piada. Quando não gosto, não gosto mesmo. Sou espôntanea, por vezes de pensamentos tão transparentes que só me apercebo do que digo quando já o disse. Uma parte de mim acha que deveria moderar isso, a outra acha que não estaria a ser eu. "Penso, logo digo". E é assim que o meu mundo funciona. Não consigo viver à base de achar e não dizer, pensar mas não falar. Sufoco só de pensar em pessoas que têem tanta coisa a dizer e a julgar sobre os outros mas nunca é capaz de falar. Julgar é sempre fácil, sempre foi e sempre será. Cabe a cada pessoa achar o que é correcto pra si.
Sou consumista ao extremo. Tenho dificuldade em perdoar, mas acabo sempre por fazê-lo mesmo que a pessoa não saiba. Não como carne vermelha. Sou ridiculamente esquesita com comida. Adoro o meu espaço, o meu passeio, o meu livro, a minha música, o meu filme. Preciso de muito tempo para mim, gosto muito de estar comigo. Gosto muito de estar com os outros também. A amizade para mim é algo tão complexo quanto o amor, e as desilusões acontecem da mesma forma. Não sou tolerante, não gosto de esperar.
Para terminar, odeio crianças..mas como não generalizo há sempre aquelas que têem a ousadia de me cativar (poucas, muito poucas.)
Sou eu. Só eu. Sempre eu.

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