"Fugir do amor é desistir da vida"
Vi esta frase num dos muitos livros que se encontravam na Fnac da baixa. Era hora de almoço e as pessoas corriam como sempre fazem em Lisboa. Eu não.
Fiquei atónita, a olhar para o livro e a tentar decifrar o significado da frase. O que é que aquela autora entende por amor? Fugir do amor de um homem é desistir da vida? Então toda a nossa vida resume-se a ter o amor de alguém seja esse alguém homem ou mulher? A vida tem muito mais para ver, para sentir e perceber. Há pessoas que passam vidas inteiras a receber o amor duma pessoa e não é por isso que são felizes.
Há tanta coisa para explorar no nosso dia a dia, tanta felicidade contida num simples passeio a andar, numa esplanada ao fim da tarde acompanhada dum bom livro, num dia de chuva, numa música nova.
Não fujo do amor que os meus amigos têm para me dar, porque esse recebe-se sem mais tarde ter a intenção de cobrar.
Entretanto deixo aqui a entrevista da Lúcia Moniz, que para mim é uma das melhores artistas em Portugal. Elucidou-me muitas vezes do valor pessoal que todas as mulheres têm dentro de si mesmas, só temos de o explorar. Por isso: Explorem-se.
«Se abrir a boca de alegria
Com a língua vou tocar a dor
Seca do sol que me asfixia
A dois passos do calor
Não sei se estou perto
No meio de multidões
Não sei se posso falar e sorrir
Para o bater dos corações
Nos pés o cansaço de kms
Ainda a dois passos do calor
Sei que terei de soltar do peito
E da boca arrancar a dor»
Com a língua vou tocar a dor
Seca do sol que me asfixia
A dois passos do calor
Não sei se estou perto
No meio de multidões
Não sei se posso falar e sorrir
Para o bater dos corações
Nos pés o cansaço de kms
Ainda a dois passos do calor
Sei que terei de soltar do peito
E da boca arrancar a dor»
Lúcia Moniz, A Dois Passos.
1 comentário:
'engraçado' o momento em que leio este post, a coincidência. vi há pouco o into the wild, e uma das coisas que ele (o chris) refere é isso mesmo: há muito mais nada vida que o amor e as relações humanas, as experiências que nos esperam no dia-a-dia constituem a vida; se queres alguma coisa, não desistas e faz por alcançá-la. eu apresento-me um pouco reticente ao concordar com isto, ou melhor: ao incluir as relações humanas nesta reflexão - isto porque acho que é uma das mais fascinantes coisas (se não a mais) à qual o ser humano tem acesso. de resto, concordo inteiramente com o que foi dito no filme e como aquilo que aqui escreveste.
btw, adoro a Lúcia Moniz :)
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