Acordo e olho-me ao espelho. Tento decifrar o meu olhar, quando nem eu sei bem o que ele quer dizer. Sempre que me observo vejo futuro, vejo juventude e vejo beleza. Nunca mais vou voltar a ser assim. O que ando a fazer? Porque ando a desperdiçar tanto tempo?
Hoje o dia não foi bom, aliás, foi péssimo. Não vou ficar na escola que escolhi porque não tive vaga. De entre mil escolas, era aquela. Era ali que eu sentia que pertencia, era ali que eu queria começar de novo. E não me deixaram. É frustrante, digo-vos.
Ainda assim há que procurar outras opções, porque isto não é um problema. É mais um clichê, e enerva-me andar carregada de clichês na mochila. É ridiculo, diria mesmo, egoísta.
Folheio as páginas de cadernos passados, recordo-lhes o cheiro e o toque, abraço cada palavra. E quero larga-las. Largar tudo o que "ata" literalmente.
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