Como é que dormes à noite? Diz-me. Sabendo que vives mentiras atrás de mentiras, e ironia das ironias tu és o mentiroso da tua própria mentira. És o engenho da tua propria ratoeira, o coveiro da tua própria sepultura. Como dormes? O que sonhas? O que pensas nos momentos de divagação? Juro-te, amava saber a sensação, ou talvez não, porque afinal é um sentimento triste esse que tu vives. Uma felicidade de plástico, assim como todos os amores que constróis...apenas na tua cabeça. E esses, esses tais amores são feitos de papel, e são tão frágeis, como todos os amores. Mas os teus amores têm uma diferença: é de papel reciclável..pois estás constantemente a substitui-los.
Amor que é amor não se recicla, nem se deita fora depois de usar, guarda-mos sempre o rascunho. Talvez numa gaveta, talvez num báu, ou secalhar até mesmo no nosso coração existe lá um espacinho, quiçá.
Se te disser que apesar de tudo estou feliz? Acreditavas? Foste a pessoa que mais gostei, assim como foste aquela por quem mais penei..e sinto-me feliz por ter aberto os olhos. Há dois mundos..e eu sou um e tu outro :), e há coisas que não resultam por mais que sejam os nossos esforços para impedi-las.
Apesar do que toda a gente possa pensar o que para mim é completamente indiferente, porque uma coisa é ver uma alma, outra coisa é conhecê-la, e a minha é difícil de ser decifrada, só e apenas uma pessoa entrou na minha vida depois de ti, e deixei-o entrar porque ele esconde coisas que nem eu própria consigo perceber e foi um anjo que caiu para me ajudar, e para me limpar as lágrimas que tu provocaste. Naquela tarde, eu soube que ele era especial..assim como tu foste. Mas eu e tu, vem detrás. Com ele nasceu...não cresceu, mas também não morreu.
Márcia Santana,
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