terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hoje acabei finalmente de ler ''O dia em que te esqueci'' de Margarida Rebelo Pinto e percebi coisas.
Percebi que já não me podes desiludir mais do que já desiludiste e que, eu continuo apaixonada não por ti, mas pela pessoa que foste ou pela pessoa de quem te mascaraste.
Vivi uma farsa durante dias, meses. Deste-me tudo no meio de nadas.
Amo alguém que já não existe. Alguém que talvez nunca tenha existido.
Estou cansada de ouvir as tuas peripécias, a vida de merda que levas. E sabes que mais? Essa vida é tua, já não é minha.
"Ainda sinto a tua falta, e ainda me custa recordar a nossa relação como uma ténue memória que vai ficar guardada num baú e cuja chave escorregou-me das mãos tal como àgua (...)" escrevi eu no dia 15 de Dezembro de 2009.
Amor? Amor é paz, é tranquilidade, é segurança e estabilidade, e tu já não me vais conseguir dar nada do que referi.
Tornaste-te ou afinal sempre foste tudo o que mais odiei num rapaz, mas mais do que num rapaz neste momento és tudo o que eu odeio num ser humano.
Como dizia Margarida, conseguir e querer não é a mesma coisa. Apenas conseguimos se quisermos muito. E neste momento eu quero porque sei que já não vales cada lágrima que derramo.

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