terça-feira, 15 de dezembro de 2009

The Deep End,

"O que quero da vida afinal, são coisas muito simples; paz; tranquilidade; amigos; tempo para aqueles que amo, uma casa com sol e o coração cheio. E quero acreditar que um dia o amor vai de novo bater à minha porta, um amor talvez menos profundo e mais fácil, sem um cavalo branco, mas igualmente puro e belo, como foi o nosso"

Sempre que me perguntam como consigo levar a vida a sorrir depois das coisas amargas que a vida já me deu e continua a dar, nem eu sei bem o que responder.
Acho que o que me abriu as portas para uma felicidade que eu própria desconhecia foi mesmo um cantinho chamado Ginástica Acrobática e umas xtrelinhas que decidiram iluminar o meu caminho.
Algo que me deu alento por muito banal que possa parecer foi mesmo os livros; conseguiram mostrar-me os caminhos escondidos no meio das palavras e dos verbos conjugados em tempos que nem eu mesma conhecia.
Sinto a alma mais leve, mas só estará completamente livre quando mudar de realidade. Até lá, divirto-me mesmo com os meus amigos. Mas não é aquele divertir banal, não aquele divertir de alcool, nem drogas, nem substâncias desconhecidas, é o divertir que me mete todos os dias com um sorriso na cara quando vou treinar ou simplesmente quando saio daquele lugar.
Eu sinto que voltei às minhas raízes, sinto que já me conheço novamente, e que para me restituir de tudo o que a vida me deu sem dó nem piedade, o melhor é continuar a sorrir, e quando tudo for mais forte do que isso, chorar; Chorar até não poder mais, e até não conseguir mais, para no fim, voltar a sorrir .


Deliciosa esta música.

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